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Quem nunca viu um anel de ouro na vida? Uma pedra preciosa? Isso é algo tão comum em nossa sociedade, mas não vou falar apenas deles, e sim, de como são especiais as pessoas que procuram essas preciosidades.
Hoje encontrei um garimpeiro com certa idade; a primeira olhada podia dizer que ele aparentava ser um homem velho e cansado.
Más como não estar cansado? Se é em meio a lama e toneladas de minérios que ele trabalhava diariamente, revirando tudo a procura de algo tão pequeno.
Nessa complicada tarefa onde a força física é essencial, ele me contou que o mais difícil em garimpar, é “acreditar”.
- Acreditar em quê? Perguntei-lhe.
Foi então que ele respondeu:
- Acreditar que em meio a toneladas de material sujo, pode-se encontrar algo especial. Ele falou também que mesmo estando em contato direto com outros materiais, as pedras preciosas mantém suas características próprias.
Perguntei-lhe quanto custava em média uma pedra preciosa? E como resposta, disse que as pessoas valorizam essas pedras, também, pelo tamanho, cor e brilho. Já os garimpeiros, valorizam pelo simples fato de tê-las encontrado.
E foi então que ele desabafou o quanto é sofrido passar dias longe de casa, longe de quem tanto gostamos, em meio à solidão e frio, tendo no coração apenas a fé e a determinação de nunca parar.
Às vezes olhei para toda aquela lama e comecei há contar quanto tempo eu ali estava sem achar nada; pensei em desistir achando que tudo que encontraria pela frente seria apenas lama. Mas nessa hora Deus fala conosco, pois é também na lama que ele busca falar com seus filhos; quando eu não via mais saída, ele me deu mais força e continuei então a cavar e usar o jato d’água.
Passados alguns dias, eu nada havia encontrado.
-Nada encontrou?
- Isso mesmo, nada encontrei!
Deve ter sido muito difícil para você, exclamei!
Então ele admitiu: - Realmente foi difícil. Más, mais difícil do que acreditar é viver acreditando.
- Como assim?
- Depois daquele dia, pessoas do garimpo diziam para eu parar e mudar de lugar. Eles viam meu esforço e determinação, mas as palavras que usavam eram contra mim. Muitos me tachavam de desocupado e idiota. E entendi assim que mais difícil do que ter fé, com certeza é manter-se nela!
Ele repetia frases com essa conotação sempre que podia. E novamente continuou a sua história:
- Em um primeiro momento, achei que o mundo conspirava contra mim e me entristeci, mas em seguida lembrei que Deus prova o homem e os capacita em meio à dificuldade, voltando ao trabalho.
Pessoas ao meu lado se levantavam casadas de procurar e nada encontrar, outras passavam o dia todo a murmurar e espalhar pessimismo, e foi então que a encontrei. Meio que sem esperar avistei uma linda pedra vinda da galeria onde eu estava, mas fruto de uma falta de atenção minha que posicionei o jato de forma errada, e acabei trazendo uma quantidade maior de minério da lateral para perto de mim.
Como brilhava aquela pedra, nunca vi nada parecido antes.
Diante de tal acontecimento agradeci a Deus pelo presente e por ter-me feito crescer como pessoa.
Enquanto essa pedra preciosa esteve sobre meus cuidados, fiquei muito feliz por perceber que todo aquele trabalho e os dias que fiquei a imaginar se algo desse tipo existia de verdade, não foram em vão.
Foi então que chegou a hora de despedir dela.
- Por que você não escondeu a pedra? Perguntei.
Ele me disse: - Não sou o seu dono! Sou apenas o homem que teve o prazer de encontrá-la em meio a um mundo de lama. Disse ainda que preciosidades como aquela que encontrou, serão lapidadas para que se intensifique o brilho; logo após se tornarão jóias cobiçadas no mundo todo.
Talvez algumas pessoas queiram comprá-la dando o que tem e o que não tem para possuí-la. Mas eu como garimpeiro a valorizo muito mais por quanto ela significa para mim, do que por quanto os outros estariam disposto a tê-la por status.
Ele me disse encerrando a conversa que nunca iria esquecer o dia em que encontrou e quão intenso era o seu brilho.
Às vezes fico pensando se estão lhe dando o devido valor que possui, e se estão dando o cuidado merecido. Sinto-me tranqüilo, pois aquela pedra me ascendeu para o “acreditar”!
terça-feira, 10 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
Momentos idos... Momentos findos!
Num impulso de saudade andei no tempo.
Perdi o sono... Revi os planos.
Num impulso de saudade andei com o vento,
Segui suas canções... Revi momentos.
Cantei versos de tempos passados que sempre repetia,
Mas não as trouxe de volta, apenas revive os sonhos.
Fiz alguém ressurgir no tempo
Abracei e refiz o amor, construi castelos e pontes que levaram a lua.
Afugentei a dor que morava nos sonhos, e trouxe comigo
A vida se faz com vigor
Não parei... Apenas esperei o momento certo de permitir que o amor agisse.
Momentos idos... Momentos findos!
Eram tão só os teus momentos, até que cheguei.
Mostrei que nas linhas de tua vida
Faltava, ainda, o meu amor.
Ensinei-te o canto da alma pura que ri e chora, pede e implora...
Não parei, fiz do teu canto a minha vida e dos teus sonhos a minha estrada.
Não parei...
O amor tornou-se vida...
E fez nossas vidas, a minha na tua.
Perdi o sono... Revi os planos.
Num impulso de saudade andei com o vento,
Segui suas canções... Revi momentos.
Cantei versos de tempos passados que sempre repetia,
Mas não as trouxe de volta, apenas revive os sonhos.
Fiz alguém ressurgir no tempo
Abracei e refiz o amor, construi castelos e pontes que levaram a lua.
Afugentei a dor que morava nos sonhos, e trouxe comigo
A vida se faz com vigor
Não parei... Apenas esperei o momento certo de permitir que o amor agisse.
Momentos idos... Momentos findos!
Eram tão só os teus momentos, até que cheguei.
Mostrei que nas linhas de tua vida
Faltava, ainda, o meu amor.
Ensinei-te o canto da alma pura que ri e chora, pede e implora...
Não parei, fiz do teu canto a minha vida e dos teus sonhos a minha estrada.
Não parei...
O amor tornou-se vida...
E fez nossas vidas, a minha na tua.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Organismo
Escuto... Observo. Reclamo.
Reclamo muito.
Testemunho as belezas e a feiúras que movimentam as ruas.
Acompanho histórias que compõe a história de um lugar que se modifica constantemente diante dos meus olhos. Vejo a degradação se promover. O que vai sobrar? Teremos que construir uma cidade imaginaria para arquivar nossas memórias?
Talvez viva na cidade mais segura do mundo. Mas, é horrível temer um lugar que você amou tanto; ver um local que conhecia tanto e ter medo de suas sombras, ver ladeiras familiares e ser incapaz de subir.
O manual de sobrevivência da rua está além da pizza com a família nos finais de semana. Abrange desde o menino acrobata do semáforo até as menininhas, de poucos anos, que vendem seus corpos por qualquer trocado. Ignorância humana? Mais que isso... É repugnante imaginar o ser inescrupuloso que se presta a um papel desses.
É entorpecedor descobrir que dentro de si habita um ser estranho. Que possui seus braços, suas pernas, sua boca, seus olhos. Um ser insone e incansável que continua vagando, continua se alimentando, continua absorvendo...
Continua...
Continua vivendo.
Um lugar, assim como qualquer outro, está sempre em constante modificação, como um organismo.
Por um tempo não entendia como as pessoas vivam com medo; medo de ir pra casa sozinho, medo da escuridão da noite, medo do seu semelhante. Sempre achei que o medo era para os fracos, até que fui atingida, e quando isso acontece você percebe que ele esteve ali o tempo todo esperando, a espreita de tudo que você ama.
A pele arrepia, o coração acama, e você percebe que não é a mesma pessoa que um dia foi. Mas segue os caminhos, questiona se um dia voltará a sê-la; sabe que apesar dos altos e baixos é preciso viver.
Andando você encontra lugares e coisas que jamais poderia imaginar a existência, porém eu os encontro e até permito que me encontrem também. Nesses caminhos vi que mesmo a mentira diz alguma coisa, pois quem mente tem suas razões em dizê-la.
Depois que você é tocada, não tem como voltar a ser aquela pessoa, voltar àquele lugar.
Essa coisa estranha domina e passa a ser você.
Reclamo muito.
Testemunho as belezas e a feiúras que movimentam as ruas.
Acompanho histórias que compõe a história de um lugar que se modifica constantemente diante dos meus olhos. Vejo a degradação se promover. O que vai sobrar? Teremos que construir uma cidade imaginaria para arquivar nossas memórias?
Talvez viva na cidade mais segura do mundo. Mas, é horrível temer um lugar que você amou tanto; ver um local que conhecia tanto e ter medo de suas sombras, ver ladeiras familiares e ser incapaz de subir.
O manual de sobrevivência da rua está além da pizza com a família nos finais de semana. Abrange desde o menino acrobata do semáforo até as menininhas, de poucos anos, que vendem seus corpos por qualquer trocado. Ignorância humana? Mais que isso... É repugnante imaginar o ser inescrupuloso que se presta a um papel desses.
É entorpecedor descobrir que dentro de si habita um ser estranho. Que possui seus braços, suas pernas, sua boca, seus olhos. Um ser insone e incansável que continua vagando, continua se alimentando, continua absorvendo...
Continua...
Continua vivendo.
Um lugar, assim como qualquer outro, está sempre em constante modificação, como um organismo.
Por um tempo não entendia como as pessoas vivam com medo; medo de ir pra casa sozinho, medo da escuridão da noite, medo do seu semelhante. Sempre achei que o medo era para os fracos, até que fui atingida, e quando isso acontece você percebe que ele esteve ali o tempo todo esperando, a espreita de tudo que você ama.
A pele arrepia, o coração acama, e você percebe que não é a mesma pessoa que um dia foi. Mas segue os caminhos, questiona se um dia voltará a sê-la; sabe que apesar dos altos e baixos é preciso viver.
Andando você encontra lugares e coisas que jamais poderia imaginar a existência, porém eu os encontro e até permito que me encontrem também. Nesses caminhos vi que mesmo a mentira diz alguma coisa, pois quem mente tem suas razões em dizê-la.
Depois que você é tocada, não tem como voltar a ser aquela pessoa, voltar àquele lugar.
Essa coisa estranha domina e passa a ser você.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Ser criança
Aqui começa a vida!
Quando criança tudo parece tão fácil de ser resolvido... Nossa dúvida maior gira em torno de qual doce gostaríamos de ter como sobremesa ou mesmo qual profissão teremos quando “grandes”. Os medos são sanados com um simples abraço fraterno, pois temos em nossos pais verdadeiros super-heróis, que mesmo desprovido de poderes extraordinários fazem-se invencíveis pelo simples fato de serem nossos pais.
Uma criança faz-se agraciada pelo simples fato de existir!
Lembro bem dos amiguinhos de escola fazendo piqueniques ou mesmo colocando apelidos uns nos outros, das amiguinhas que passavam tardes a divertir-se com as bonecas imaginando vidas perfeitas ao lado de um príncipe encantado; algumas até apreensivas, pois já tinham seus nove ou dez anos e não sabiam se seriam modelos ou médicas.
Quando criança, comemos chocolate e não nos preocupamos se engorda, o mais importante é o sabor delicioso e a sensação de satisfação que ele nos proporciona.
Quando criança, corremos o mundo com os pés descalços e nos sentimos confortáveis, queremos mesmo é nos divertir seja lá correndo atrás de uma bola ou brincando de “pia”.
Quando criança, desenhamos nossos sonhos e os oferecemos aos nossos pais como presentes, talvez para eles sejam apenas rabiscos, mas por trás da casinha, das linhas mal traçadas representando a família e do sol sorrindo a iluminar os matinhos, existe a expressão de uma vida feliz, o orgulho do que se tem por representação maior e até mesmo ponto de equilíbrio.
Quando crianças, traçamos toda uma vida. Desenhamos nosso futuro, casa, companheiro, filhos, nomes e todos os dias felizes que teremos a partir daquela realidade.
Assim faziam-se meus dias...
Numa perfeita sincronia de amigos inseparáveis que permutavam, porém jamais se afastavam; amigos os quais o tempo jamais me roubará, que se faziam perfeitos no meu universo. Num perfeito sonhar!
Quando criança tudo parece tão fácil de ser resolvido... Nossa dúvida maior gira em torno de qual doce gostaríamos de ter como sobremesa ou mesmo qual profissão teremos quando “grandes”. Os medos são sanados com um simples abraço fraterno, pois temos em nossos pais verdadeiros super-heróis, que mesmo desprovido de poderes extraordinários fazem-se invencíveis pelo simples fato de serem nossos pais.
Uma criança faz-se agraciada pelo simples fato de existir!
Lembro bem dos amiguinhos de escola fazendo piqueniques ou mesmo colocando apelidos uns nos outros, das amiguinhas que passavam tardes a divertir-se com as bonecas imaginando vidas perfeitas ao lado de um príncipe encantado; algumas até apreensivas, pois já tinham seus nove ou dez anos e não sabiam se seriam modelos ou médicas.
Quando criança, comemos chocolate e não nos preocupamos se engorda, o mais importante é o sabor delicioso e a sensação de satisfação que ele nos proporciona.
Quando criança, corremos o mundo com os pés descalços e nos sentimos confortáveis, queremos mesmo é nos divertir seja lá correndo atrás de uma bola ou brincando de “pia”.
Quando criança, desenhamos nossos sonhos e os oferecemos aos nossos pais como presentes, talvez para eles sejam apenas rabiscos, mas por trás da casinha, das linhas mal traçadas representando a família e do sol sorrindo a iluminar os matinhos, existe a expressão de uma vida feliz, o orgulho do que se tem por representação maior e até mesmo ponto de equilíbrio.
Quando crianças, traçamos toda uma vida. Desenhamos nosso futuro, casa, companheiro, filhos, nomes e todos os dias felizes que teremos a partir daquela realidade.
Assim faziam-se meus dias...
Numa perfeita sincronia de amigos inseparáveis que permutavam, porém jamais se afastavam; amigos os quais o tempo jamais me roubará, que se faziam perfeitos no meu universo. Num perfeito sonhar!
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Doce amargo

Ando pelas ruas...
Não procuro abrigo, comida ou sentimentos qualquer, apenas absorvo situações. Me indigno, me alegro, mas nunca sou o que sou; é como se existissem vários eu’s habitando em mim, e como se cada um deles estivesse em destaque no momento errado.
Vi coisas que pensei não existir, fiz coisas que não me julgava capaz; tirei, dei, ajudei... Poderia até ter aprendido o significado de alguns sentimentos, mas me deparei com coisas demais pra ter certeza da veracidade de qualquer um deles.
Como acreditar que o amor é bom se vez ou outra me peguei ou cruzei com pessoas que sofreram por causa dele? Como confiar se já presencie momentos em que arrancaram dos outros objetos pessoais? Como ser otimista se por onde quer que passe, pessoas pedem dinheiro, abrigo, comida?
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Cada dia se faz novo
Dizem que o sol que nasce a cada dia vem novo e cheio de boas energias, prontinho pra libertar-nos das coisas ruins. Mas, essas lembranças estão impregnadas em nós e nos fazem ciente de que hoje será sempre o dia de amanhã que tanto lhe preocupava ontem.
Sei que podemos escolher entre ser uma pessoa feliz e otimista ou ser uma pessoa triste e negativa. Ninguém é tão somente responsável por fazer outra pessoa feliz ou infeliz; a decisão só depende de si mesmo.
A tristeza quando chega ao coração do homem, é o início de uma grande luta individual, e a única coisa capaz de curar tal sentimento é a ação. Hoje diria seguramente que o acreditar é fundamental, que por mais que os dias passem e o que nos aflige perdure, mais cedo ou mais tarde tudo se resolverá.
Acreditar, lutar e seguir adiante...
Sei que podemos escolher entre ser uma pessoa feliz e otimista ou ser uma pessoa triste e negativa. Ninguém é tão somente responsável por fazer outra pessoa feliz ou infeliz; a decisão só depende de si mesmo.
A tristeza quando chega ao coração do homem, é o início de uma grande luta individual, e a única coisa capaz de curar tal sentimento é a ação. Hoje diria seguramente que o acreditar é fundamental, que por mais que os dias passem e o que nos aflige perdure, mais cedo ou mais tarde tudo se resolverá.
Acreditar, lutar e seguir adiante...
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