quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Estranho ser

Um estranho eu me sufoca e já não caibo mais em mim!
A vida que antes tinha já não me pertence. É como se as pessoas tivessem se transformado em monstros, e eu um minúsculo ser que não se sustenta mais no seu habitat natural.
Como um pássaro que precisa ganhar asas, sou um filhote sem ninho.
Todas as contradições num só ser, num ser só.
Confiante de que em nada confiarei... Certa do meu futuro incerto, seguirei.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Teus Olhos

Dizem que os olhos são a janela da alma.
Vejo isso em ti. Por detrás da clareza dos teus, vejo a inocência e os sonhos de uma criança.
E tu és... Tu és criança levada. A levada criança que vem me levando.
Leva-me para cá, me arrasta para lá e me tomas... Coloca no bolso e faz sentir protegida!
E por quanto tempo tuas mãos me afagariam?
E por quanto tempo nosso fôlego nos permitiria dançar?
Somos nós que fazemos o tempo, ainda que ele nos faça.
Ainda que por um instante cuidaria de mim. Mas, talvez, para nós a eternidade esteja reservada; “Que seja eterno enquanto dure.”
Talvez a tua janela fizesse morada no meu terreno, ou apenas passaria a seguindo então seu rumo, e tão somente deixando um pouco de si e levando um pouco do meu chão.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Um dia após o outro

Não compreendo a insistência de fazer-se presente quando nada se quer... Sinto que em todos os caminhos que eu estiver ou ousar trilhar, você estará a minha espreita. Ora me trazendo alegrias, ora levando embora a paz!
Não a explicação para o amor quando finda, ele simplesmente acaba. Talvez até se transforme, mas não será mais amor, e sim, um sentimento qualquer.
Já não se tem mais olhos nos olhos, boca na boca... Agora é tudo utopia.
Os pensamentos já não divagam a procura um do outro.
Você existe, mas não faz parte do meu universo. Já não somos mais NÓS.
Hoje, queria passar na outra calçada caso notasse sua vinda em minha direção, queria que nada mais remetesse qualquer lembrança tua.
Hoje meu pensamento divaga, mas não buscando você!
Hoje não é ontem e amanhã não é hoje, então... Nada melhor que um dia após o outro.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Homem x Homem

Há quem procure as palavras certas a serem ditas e que digas as palavras que nunca deveriam ser proferidas...
E quanto a nós, por que deveríamos nos preocupar com o que falamos. Se vez ou outra fazem dos nossos ouvidos "pinicos"?
Homens x Homens... Quem pode mais?
Desconhecendo limites, e sempre em busca de "um algo a mais" fazem das palavras um simples jogo de interesses. Para os que amam elas são traduzidas em poesia, aos que odeiam expressam a fúria e aos que cobiçam, aos que cobiçam nada mais são do que um aglomerado de caracteres que formas uma estratégia que tem por finalidade uma vitória!
Mas como agir? Homens x Homens... Quem pode mais?
Deixemos o nosso EU falar mais alto afinal: “Cada um sabe a alegria e a dor que trás no coração”.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Sentirás minha falta!

Um dia você vai procurar no infinito e verás apenas uma estrela dizendo que fui embora.
Pedirás a ela que lhe mostre o caminho, mas será inútil, pois apagarei minhas pegadas com a minha dor, mas não quero esquecê-lo para que eu lembre que esse amor terá que morrer no passado.
Um dia a saudade ferirá seu peito, não que ainda tenha sido importante para você, mas porque fui inútil na sua vida.
E quando precisar de alguém nos momentos decisivos de sua vida, encontrarás apenas o vazio. Certamente lembrarás de mim, e seus olhos impressivos chorarás lágrimas de sangue.
Um dia buscará minha poesia no pôr-do-sol e no despertar da lua, mas encontrarás apenas o silêncio e perguntarás: onde estás? Respostas não terás, porque até mesmo a natureza se negará a dizer.
Um dia quando os seus sonhos forem derrubados pela incompreensão, sentirás no peito a flecha do arrependimento por não ter amado quem muito te amou.
A verdade é que um dia sentirás minha falta, mas será inútil chorar, pois suas lágrimas não me trará de volta, porém, farei delas um rio e navegarei para longe do porto onde estiveres.
Deixarei apenas a saudade para que ela te acompanhe onde andares. E ela lhe mostrará o quanto minha presença lhe faz falta.
Saberás ainda que por mais distinta que eu tenha sido, sou mais do que meus olhos podem ver.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Meu lugar

Aqui onde estou, somente as estrelas me alcançam...
Aqui a felicidade é plena e as lembranças são somente lembranças!
Aqui eu sei o limite de nós, e sei que eu não tenho limites!

Aqui onde o tempo passa, mas as coisas permanecem inertes.
Aqui...
Aqui onde estou não tem nome... É apenas um lugar, meu lugar!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eu: Pronome indefinido

Moleca... Menina... Mulher
Confusa... Decidida... Feliz
Moleca feliz, menina decidida, mulher confusa...
Menina feliz, mulher decidida, moleca confusa...
Mulher feliz, moleca decidida, menina confusa...
Conhecidos somos pelo andar, falar e jeito de ser. Mas não se sabe conhecer o coração do outro, quando esse deixar oculto aquilo que têm a falar.
Inconstante, mutável... Ora graciosa encanta a todos com sua inabalável “felicidade” contagiante, noutras calada e distante transmite apenas o olhar vazio.
Fascinada pela lua em suas distintas fases, vez ou outra apresenta mais fases que a própria. Mais incomum do que gostaria, literalmente um pronome indefinido!
Confusa? Muito confusa!
Nem tanto nem tão pouco, na medida exata.
Se livre demais ganho asas, se presa não me tens; às vezes perdida no distinguir de certo ou errado, mas sempre decidida no que quer. Singela como o luar e dona de uma personalidade forte, transmite em seu olhar o que diz seu coração.
Eterna apaixonada pelo frio sente falta de um dia caloroso, encantada pela beleza do entardecer espera ansiosa à noite para contemplar a magnitude dos astros.
Sente-se segura num abraço aconchegante e lisonjeada quando rodeada de amigos, mas necessita do silêncio de um quarto vazio. Sabe valorizar as suas conquistas e conquista o que lhe é oferecido, sem maiores interesses. Repudia o cinismo e quase nunca atenta a maldade de quem a inveja.
Um simples alguém que não precisa de maiores exibições para fazer-se merecedora da atenção de quem a cerca; é meio recatada ao recatada ao agir em algumas situações, porém não teme engrossar a voz mostrando-se indiferente quando necessário.
Perdida entre a ingenuidade de uma criança e a maldade de um adulto entende-se por uma jovem sonhadora. Entende que o maior medo de um sonhador é ter consciência de que nem tudo aquilo que se quer poderá conseguir; mas acredita até o final que é possível, mesmo que em algum instante desacredite.
Do tipo que escreve poemas ao vento e recita sem que ninguém possa ouvi-la, vezes põem no papel noutras esquece-os. Conversa com a noite em lugares que nem mesmo um ruído se ouve, e segue numa direção tendo com orientação a luz da lua e os pensamentos. Produz histórias que falam não somente ao coração, mas também a alma e ao caráter de quem as saboreiam.